A história das cigarras

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A história das cigarras fulaninha-entretenimentos.blogspot.com - 1108 dias atrás

Elas sairão debaixo da terra, onde permanecem escondidas na escuridão por quase duas décadas. Invadirão o meio-oeste dos Estados Unidos, incluindo a área metropolitana de Chicago. Ocuparão as florestas e os céus à medida que forem invadindo. Milhares delas cantarão juntas dia e noite. Elas são a Espécie XIII. Você deveria ficar com medo? Deveria tentar se proteger?

Na verdade, não. A única proteção que você pode precisar para receber as cigarras da Espécie XIII é um par de tampões de ouvido, porque o pior que podem fazer é mantê-lo acordado durante a noite.

Origem

O termo cigarra é a designação comum aos insetos homópteros da família dos cicadídeos, que reúne os maiores representantes da ordem. Existem mais de 1.500 espécies conhecidas deste insetos (sendo que a Carineta fasciculata pode ser considerada como a espécie-tipo brasileira). São notáveis devido à cantoria entoada pelos machos, diferente em cada espécie e que é ouvida no período quente do ano. Os machos destes insetos possuem aparelho estridulatório, situado nos lados do primeiro segmento abdominal, emitindo cada espécie som característico.

As cigarras também são reconhecidas pela forma característica e pelo tamanho grande, que varia cerca de 15 milímetros até pouco mais de 65 milímetros de comprimento e atingindo até 10 cm de envergadura. Possuem um "bico" comprido para se alimentar da seiva de árvores e plantas onde normalmente vivem.

A importância da cigarra no ecossistema é positiva, por um lado, por servir de alimento para os predadores e, negativa, por outro, porque constitui-se em pragas de algumas culturas. As suas ninfas vivem alimentando-se da seiva das raízes das plantas, causando sensíveis prejuízos pela quantidade de líquidos vitais que retiram e pelos ferimentos causados às raízes, facilitando a penetração de fungos e bactérias.

Muitas espécies de cigarra têm períodos diferentes de amadurecimento, com ciclos vitais de duração variada, enquanto as larvas ficam sob a terra.

Mas sete espécies do gênero Magicicada têm uma característica adicional: elas são sincronizadas, ou seja, saem do chão todas ao mesmo tempo, para cerca de duas semanas de canto ensurdecedor, acasalamento e postura de ovos.

Existem mais de 1500 tipos diferentes de cigarra e já foram detectados com 20mm a até 130 mm e normalmente são encontrados em regiões de florestas tropicais, mas também podem ser encontrados em outros tipos de vegetações.

No compartimento interno da barriga do macho desenvolve-se os musculos e os elementos que soltam o som do canto da cigarra que serve para atrair a femea. Alem disso, ele também canta quando é atacado ou capturado por inimigos naturais.

De outro lado, o compartimento da barriga da femea fica lotado de ovos e a parte traseira desenvolve-se como ovulador.

A envergadura média das asas de uma cigarra é entre 2,5 cm e 15 cm, dependendo de sua espécie. São notoriamente péssimas voadoras e com freqüência chocam-se com objetos, isso quando conseguem sair do chão. As cigarras têm quatro asas, e, quando não estão voando, essas asas ficam dobradas, rentes ao seu corpo. A asa frontal mais longa e transparente protege a traseira mais curta e opaca. Uma rede de vigorosas veias reforçam os dois pares de asas.

As cigarras têm três pares de pernas, todas com o mesmo comprimento. Por isso, não estão adaptadas para saltarem, embora façam tentativas. A combinação de olhos largos e situados em cada lado de sua cabeça dão-lhes uma ampla visão periférica. Os três pequenos olhos no topo da cabeça (chamados ocelo) permitem ver os predadores por cima. Pequenas antenas como cerdas estão localizadas logo atrás dos ocelos.

As partes bucais da cigarra estão embutidas num longo revestimento fino como um bico. O revestimento, chamado de labium, é retraído entre as pernas enquanto o inseto não está se alimentando. O labium contém quatro estiletes tipo agulhas, usados para a alimentação. As cigarras alimentam-se perfurando a superfície das plantas com seus estiletes. Estes são utilizados como canudos para sugar a seiva das plantas.

Ciclo de vida

A cigarra é um inseto de fases incompletas. Ovo→Ninfa→Inseto adulto

  • Fêmeas põem seus ovos e morrem logo depois. Os ovos eclodem.
  • Os insetos jovens (ou “ninfas”) caem no chão e entram na terra.
  • As ninfas vivem na terra por 1 a 17 anos (depende da espécie) se alimentando da seiva de raízes.
  • Depois desse período, elas cavam túneis, sobem nas árvores e sofrem uma metamorfose, a ecdise, se tornando adultas e prontas para o acasalamento.
  • O acasalamento ocorre geralmente durante os meses quentes do ano, o que varia de acordo com a região geográfica.

As cigarras masculinas começam a cantar com um ruído zumbindo agudo, alto para atrair fêmeas. As fêmeas também fazem um pequeno som mas bem baixo. As cigarras masculinas cantam vibrando as membranas no lado de baixo do primeiro segmento abdominal. As cigarras masculinas são também capazes de fazer um grito alto quando perturbadas. Acredita-se que tal gritar pode ser eficaz em determinados predadores.

No caso do Japão, normalmente as cigarras adultas aparecem no verão, mas também existem tipos de cigarra que aparecem na primavera como o Haru Zemi - Terpnosia, e os que aparecem no Outono como a cigarra Coreana Suisha coreana. Com o aquecimento global avancando nestes anos, já está até comum encontrar cigarras cantando nos meses de Outubro. O normal é a forma adulta viver entre 1 a 2 semanas, mas isso era devido à dificuldade natural de maturação mas nos campos, diz-se que as cigarras sobrevivem por quase 1 mes。

Alem disso, o período como Ninfa vivendo dentro da terra é entre 3 a 17 anos e no caso do ABURA ZEMI (Graptopsaltria nigrofuscataé de 6 anos) e ao contrario do que se pensa de ter uma sobrevivencia curta, é na realidade uma das mais longas entre os insetos.

 

Fases do ciclo de vida

Após o acasalamento, a fêmea faz cortes na casca de um galho para depositar os seus ovos. Ela pode fazer isso repetidamente, até que ela colocou várias centenas de ovos. Quando os ovos eclodem, as ninfas recém-nascidas caem no chão. A maioria das cigarras passa por um ciclo de vida que dura de dois a cinco anos. Algumas espécies têm ciclos de vida muito mais longo, como o gênero norte-americano, Magicicada, que tem um número distinto de "crias" que passam por qualquer um de 17 anos ou, no Sul dos EUA, um ciclo de vida de 13 anos. Estes ciclos de vida longos, talvez, desenvolvidos como uma resposta a predadores, como a vespa assassina de cigarras e louva-deus.

Um predador com um menor ciclo de vida de pelo menos dois anos não pode de forma confiável depredam as cigarras. As cigarras vivem no subsolo como ninfas para a maioria de suas vidas, em profundidades que variam de cerca de 30 cm até 2,5 m. A alimentação de ninfas é o suco da raiz e tem fortes patas dianteiras para cavar. No final ínstar ninfal, elas constroem um túnel de saída para a superfície e emergem. Elas, então, mudam (trocam de pele), em uma planta por perto para a última hora e emergem como adultos. As peles permanecem abandonadas, continuam agarradas à casca das árvores.

Ovos depositados nos cortes dessa árvore.

Período de transformação desde ninfa até adulto.

Saindo da casca rachada.
Sai totalmente.

Pendurada pelas patas e esticando as asas.

A casca permanece presa.
Hábitos O "canto" da cigarra

Entre os insetos, as cigarras são as únicas que produzem o som estridente que todos conhecem. Algumas das espécies maiores conseguem atingir os 120 decibéis com facilidade, enquanto outras menores realizam a proeza de alcançar uma sonoridade tão aguda que seu canto simplesmente não é percebido pelo ouvido humano, embora cachorros e outros animais possam chegar a uivar de dor por causa dele.

Após o acasalamento, as fêmeas depositam os ovos em rachaduras nos caules de plantas hospedeiras. Depois que os ovos eclodem, as ninfas, fase jovem da cigarra, descem por fios de seda até o solo, onde elas ficam a maior parte da vida. No Brasil, o ciclo de vida desses insetos dura um ou dois anos, sendo apenas dois ou três meses fora do solo. Em outros países, como os Estados Unidos, o ciclo de vida das cigarras pode chegar até 17 anos.

Até mesmo as cigarras se protegem contra o volume intenso de seu próprio canto. Tanto o macho como a fêmea dessa espécie de insetos possuem um par de grandes membranas que funcionam como orelhas. Elas são os tímpanos, conectados ao órgão auditivo por um pequeno tendão que reage quando o macho canta, dobrando-os para que o som alto não lhes provoque danos.

A crença de que as cigarras "explodem" quando cantam não é verdadeira. A "casca" da cigarra que encontramos presas as árvores são o exoesqueleto do inseto que realizou a última muda ou ecdise, concluindo sua forma adulta. A população antiga acredita que o canto da cigarra é o sinal que ela está chamando chuva, por isso seus cantos em dias quentes.

As cigarras não se alimentam de moscas, vermes ou grãos. Enquanto jovens, elas sugam a seiva das plantas pela raiz e injetam toxinas. Na fase adulta elas também se alimentam da seiva, mas, desta vez, sugada pelo caule e folhas das plantas. Para algumas culturas, as cigarras são pragas de grande importância. Segundo o professor do Departamento de Entomologia Agrícola, Marcelo Picanço, em alguns casos as plantas morrem ou ficam depauperadas, podendo ser encontradas milhares de ninfas nas raízes. A ingazeira, os eucaliptos e abacateiros são exemplos de plantas hospedeiras prejudicadas pelas cigarras, mas é na cultura de café que as cigarras causam maiores danos. Em Minas, o ataque das cigarras aos cafezais é mais frequente na região sul do estado. A depauperação da planta causa descoloramento e queda precoce das folhas, sendo mais preocupantes nas épocas de seca. As consequências são quebra significante da produção e até mesmo perda total da lavoura se não for controlada a tempo.

Para controlar a praga são utilizados inseticidas aplicados na fase chuvosa para melhor absorção das raízes e para que as ninfas sejam combatidas logo que furam os solos. Também é possível fazer o controle com o fungo metarhizium. Mas o controle biológico é mais eficaz quando associado ao uso de inseticidas, porque o fungo tem mais facilidade de penetrar nas ninfas debilitadas.

Também é possível o controle cultural, eliminando os pés de café infectados e plantando outros no local após três anos e evitando o plantio de outras plantas hospedeiras do inseto próximo às plantações.

As cigarras estão presentes em quase todas as regiões do mundo, tanto em climas quentes como frios, e têm poucos predadores. Na fase adulta, são alimento para pássaros e enquanto ninfas são atacadas por besouros, alguns mamíferos, como o tatu, e quem diria, por formigas predadoras que vivem nos solos.

 

A "urina da cigarra"

Quando falhamos ao tentar pegar uma cigarra, na hora que ela foge, ela costuma "urinar". No ditado popular, dis-se que ela "dá o troco pela tentativa"; entretanto, muitos dizem que na realidade, na hora que ela levanta voo, ela elimina o excesso de liquidos para deixar o corpo mais leve e facilitar a fuga, outros dizem que seu ventre é fraco e o impulso do voo, faz com que elimine o que está armazenado. Na realidade ela esta eliminando a seiva retirada da arvore e não necessariamente pondo em alvo quem a ataca e por isso, não só acontece na hora do voo, mas mesmo durante a extracão da seiva isso vem a ocorrer.

Mesmo assim, após analises, foi verificado que o que sai como sendo o "mijo da cigarra" praticamente só tem água, não sendo constatada praticamente quase nenhum residuo tóxico.

 

Principais tipos Japão

No total, existem aproximadamente 30 tipos conhecidos, entretanto os 3 tipos Cicadetta radiator, Cicadetta yezoensis, Baeturia kuroiwae são Tibicininae e todos os demais estão classificados como Cicadoidae.

Quanto ao canto da cigarra, por ser complexa a forma de expressar a sua onomatopéia escrita, mesmo sendo da mesma espécie, pode ter formas diferentes de expressão.

Terpnosia vacua Euterpnosia chibensis Mogannia minuta Platypleura kaempferi Tanna japonensis Meimuna opalifera Oncotympana maculaticollis Tibicen japonicus Graptopsaltria nigrofuscata Cryptotympana fucialis

 

Brasil

Carineta fasciculata Cigarra do cafeeiro

Cigarinha do milho (Dalbulus maidis ) Cigarra carineta (Carineta fasciculata ) Cigarra do cafeeiro (Fidicina spp) Cigarra do cafeeiro (Quesada gigas) Cigarra fidicina (Ficidina pullata, F. drewseni e F. mannifera ) Cigarra quesada (Quesada gigas e quesada sodalis ) Cigarrinha (Oncometopia facialis) Cigarrinha (Mahanarva fimbriolata) Cigarrinha (Agallia albidula ) Cigarrinha (Deois flavopicta) Cigarrinha (Deois incompleta) Cigarrinha (Zulia entreriana) Cigarrinha (Acrogonia terminalis ) Cigarrinha verde (Empoasca kraemeri) Cigarrinha da folha (M. rubicunda identata) Cigarrinha das raízes (Mahanarva fimbriolata) Cigarrinha das cruciferas (Aethalion reticulatum ) Cigarrinha das folhas (Mahanarva posticata) Cigarrinha do CVC (Dilobopterus costalimai) Cigarrinhas das pastagens (Decis flavopicta) Cigarrinhas das pastagens (Deois schach) Cigarrinhas das pastagens (Tomaspia sp).

 

Sudeste Asiático

Pomponia imperatoria

Comprimento 80mm、com as asas 130mm、abertura 200mm, é considerada a maior cigarra do mundo. A cor do corpo é avermelhada e as asas transparentes.

Comunmente encontrada no Sudeste Asiatico. A noite, canta com um som parecido com o do Sapo Boi. É uma espécie próxima do Tanna japonensis. Voam para dentro do fogo.

 

América do Norte

Magicicada sp.

Não é uma espécie em específico, M. decim、M. cassini、M. decula mas o resumo de 3 espécies. Mede de 30 a 40 mm e é considerada pequena. Comum na região central e Leste da América do Norte, e na região norte aparece uma vez a cada 17 anos, na região Sul em 13 anos .

Existem pessoas que comem esta cigarra quando adulta e quando dão como praga, são fáceis de apanhar, tanto que os seus predadores naturais ficam enpanturrados de tanto comer. Conhecida como Periodical cicada.

As cigarras tem sido comidas por humanos na China, Malásia, Birmânia, América Latina, no Congo e nos Estados Unidos. No Norte da China, as cigarras sâo assadas ou fritas como guloseima.

 

Perdas

As cigarras normalmente botam seus ovos nos vãos das arvores, mas já foram detectados casos em que eles ovularam por engano em fios elétricos e em cabos de fibra otica no Japão e devido a isso, ter interferências na Telecomunicacão. Em especial a femêa do Cryptotympana facialis que ovulou na fibra ótica e o cabo acabou sendo danificado aconteceu de fato na região Oeste do Japão.

No Norte dos Estados Unidos, houve uma grande infestacão de cigarras e elas sugaram toda a seiva da arvore, acabando com a vida do vegetal.

 

Elas mordem?

Mesmo que as cigarras pousem ou batam em você, não há motivo de preocupação de ser mordido. As cigarras são inofensivas. Elas podem causar algum retardamento no crescimento das árvores pela quantidade de seiva que consomem, mas não produzem dano permanente. Cigarras não mordem ou picam de maneira alguma. O pior que farão é perturbá-lo com sua cantoria incessante.

Cultura

Com um canto especial, a cigarra que sai para o mundo morre bem rapidamente é motivo de emoção e interpretaçâo do belo desde os remotos tempos no Japão representando a sensibilidade pelas coisas obvias da natureza. Os restos da cigarra se diz UTSU-SEMI (tranferir a cigarra) e deu nome a uma técnica Ninja de desaparecimento UTSU-SEMI no JUTSU deixando em troca um pedaço de tora (tronco de arvore) em seu lugar.

  


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